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Sindsemb realiza pesquisa de satisfação e clima organizacional com servidores municipais da Saúde

O Sindsemb está realizando essa semana a aplicação de um questionário em cinco unidades de saúde do município para avaliar o clima organizacional nos locais de trabalho. Em 12 questões às quais podem ser atribuídas opiniões, os servidores farão avaliações das condições de trabalho, assédio moral, qualificação profissional e relacionamento com colegas e chefes imediatos.
A pesquisa é sigilosa e deverá ser respondida na versão impressa. Primeiramente está sendo aplicada no Hospital Eurico Dutra, Maternidade Municipal, Hospital da Mulher, Centro de Saúde Leonidia Ayres e unidade pediátrica Emily Raquel, e servirá de base para o Sindicato mapear os piores locais de trabalho, assédio moral e solicitar da administração municipal que seja promovida ações políticas para solucionar os problemas detectados.
“É importante a participação de todos para que o Sindsemb possa planejar suas atividades e identificar problemas estruturais ou específicos que comprometem as condições de trabalho dos servidores da saúde”, orienta a presidente Carmelia da Mata.
Na próxima semana deverá ser divulgado os dados tabulados, e dentro das coletas de informações encaminhado o panorama avaliativo para a Secretaria Municipal de Saúde.

PF cumpre mandados de prisão por desvio de verbas na educação. Três cidade do oeste baianos estão na mira.

Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (23), em cidades da Bahia e de Minas Gerais. São 13 mandados de prisão preventiva, 4 de prisão temporária e 41 de busca e apreensão. A operação Lateronis acontece em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU) e conta com a participação de 160 policiais federais e 16 auditores da CGU, em 16 cidades baianas e na mineira Mata Verde.

Foram fraudados contratos na área de educação entre 2010 e 2016, e, segundo a PF, a organização criminosa investigada obteve cerca de R$ 140 milhões em contratos, dos quais teriam sido desviados pelo menos R$ 45 milhões por fraudes. O grupo é formado por políticos, empresários e servidores.

As cidades baianas onde ocorreu a operação são: Barra do Choça, Cândido Sales, Condeúba, Encruzilhada, Ribeirão do Largo, Gandu, Itambé, Jequié, Piripá, Vitória da Conquista, Tanhaçu, Ipirá, Salvador, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Formosa do Rio Preto. Em Salvador e Vitória da Conquista foram realizadas apenas apreensões – não há envolvimento das prefeituras no esquema.

Operação apreendeu armas e drogas (Foto: Divulgação/PF)

As investigações da PF apontam que o dinheiro desviado era repassado para servidores, que usavam o valor para corromper outros servidores públicos que atuavam no setor de licitações na área de transporte. O grupo podia escolher quem seriam os candidatos e até os secretários nomeados nos municípios.

Segundo a PF, as investigações apontaram que três falsas cooperativas que pertenciam a um mesmo grupo, vencedoras de licitações recorrentes, desviavam recursos públicos obtidos através de contratos celebrados com diversos municípios, na área de transporte, sobretudo escolar. O grupo usava as empresas como fachada para fazer o esquema, já que não havia concorrência e a vencedora era decidida antes. O valor desviado também era usado para financiar campanhas políticas.

Ainda de acordo com as investigações, o grupo chegou a decidir os candidatos que concorreriam aos cargos eletivos nos municípios de sua atuação, a formação das coligações locais, o secretariado a ser nomeado pelos prefeitos e até mesmo se as Câmaras Municipais deveriam ou não aprovar as contas do município. “Uma espécie de atuação paralela que influenciava decisões públicas a favor de interesses ligados ao esquema criminoso”, diz a Polícia Federal.

Policiais federais estão nas ruas desde cedo (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e fraude à licitação.

O nome da operação, Lateronis, é uma referência aos soldados da Roma antiga, que guardavam as laterais e as costas do imperador e que, de tanto estarem ao lado do poder, passaram a acreditar que eram o próprio poder e que podiam atuar de forma impune ao cometerem delitos contra os mais pobres. do Correio da Bahia