Monthly Archives: Março 2011

Greve dos professores, o impasse aumenta

Por Luís Carlos com informações do SINDSEMB e DIRCOM
Em Assembléia ontem (17), no auditório da UNEB, os professores em greve, decidiram não participar da reunião de hoje, (18) com a comissão de representantes da prefeitura.
A alegação é de que os secretários do municipio e o procurador geral do municipio, Jaires Porto, não tem autonomia suficiente para tomar decisões. “Os professores estam dispostos a negociação, tanto é que antes da decretação da greve, por seis vezes procuramos a prefeita. A responsável pela administração é a prefeita, ela está se omitindo, repassando responsabilidades a quem se reporta a ela para pedir autorizações. Queremos num ambiente democrático debater pessoalmente com Jusmari,” disse o presidente do SINDSEMB.

Está na mesa – Sopa de Letrinhas

Por Luís Carlos – fontes: CEOF/SAD/TSE

O ano era 1989. Eu, um adolescente de 16 anos afoito com meu título na mão querendo depositar meu primeiro voto.
Vinte e dois anos se passaram e o Brasil vive a expectativa de ruptura importante no quadro partidário, patrocinada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Líder de um grupo que pode vir a dar origem ao PDB – “Partido da Decepção Brasileira”.

A partir de agora, nada de somente PT, PSDB, DEM ou PMDB reinarem na Pátria Amada Brasil. Para bem lhe atender, não é mais necessário consultar o cardápio, o prato, goela abaixo,  é sim a “Sopa de Letrinhas!!!”

Num futuro bem próximo, eleitores mais à direita poderão votar no MIB (Movimento Integralista Brasileiro), os mais rebeldes esquerdistas terão a possibilidade de optar pela LBI (Liga Bolchevique Internacionalista) ou pelo PCR (Partido Comunista Revolucionário). Os de espírito mais alternativo poderão depositar suas esperanças no Partido Pirata. Se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovar a fundação das novas legendas, o Brasil pode chegar a 58 partidos, ante os 27 que existem atualmente. Trinta e uma novas agremiações aguardam a oportunidade de se tornar partidos.

Li um texto num blog da região oeste da Bahia com o seguinte título: “O QUE HÁ ENTRE KASSAB, OTTO E ZITO?
A resposta é a seguinte: tudo e nada. O que há em comum é a ambições de se perpetuar no poder. Em que ,os pensamentos empoeirados e saudosistas da “Memória das Trevas” podem acrescentar? Em que, novos partidos melhoram a vida das pessoas? Só conheço uma coisa dentro da política ideológica, o “Santo e Sagrado Trino”. Esquerda, centro e direita. Tem mais que isso? O resto é balela!!!

Voltando ao prato frio, os partidos políticos estão cada vez mais afastados da sociedade civil e a principal questão que se coloca ao cidadão eleitor será descobrir quem, dentro dessa cumbuca “sopídica letral”, tem propósitos de realmente representar setores da sociedade. E quem pretende comerciar seu espaço na TV e no rádio para partidos maiores ou se tornarem simpáticos e dóceis “papagaios de pirata“, encarregando-se de atacar rivais na defesa de interesses de terceiros, em troca de cargos ou dinheiro.

Já temos um número exagerado de legendas, o que distorce o debate eleitoral e dá margem para todo tipo de negociações espúrias, alienígenas e sem sal.

Em pratos frios, é legítimo que a sociedade seja representada nos partidos por suas ideologias, na prática não é isso que ocorre. Muitos estão aí simplesmente para reforçar o fisiologismo e a partilha de recursos do Fundo Partidário.

Os novos partidos que venham a conseguir registro terão direito a dividir R$ 221.126.289,16 do Fundo Partidário (ver tabela abaixo), dinheiro que é repassado às legendas e ainda dispor de exposição na mídia apresentando falácias e dizeres.

O Carnaval e um grito de protesto

Não são todos que gostam da festa momesca. Prova disso está num grupo de jovens que todas as tardes se reunem na Praça das Corujas, centro de Barreiras. São Punk’s que se auto intitulam “Anarquistas”.
A redação do Caminho do Oeste, conversou com esse pequeno grupo que em pleno carnaval, e na terra do Axé, heroicamente, como eles mesmos dizem, “arrotam seus protestos.
Leia a seguir,  os depoimentos que registramos de 2 de seus integrantes.

Fotos e entrevista – Luís Carlos

Allysson, também conhecido como “Guariba”, tem 22 anos e é estudante de direito.
Najla, 17 anos, é secretária em uma  faculdade de letras.


CO – Vocês não acham uma contradição ser Punk na Bahia e ainda mais numa cidade do interior?

Allysson
– Não existe contradição alguma por nossa parte. Contraditória é essa sociedade preconceituosa.

CO
– Preconceito? Vocês já sofreram algum?

Najla
– Sim, e não foram poucos! Somos um movimento autônomo e avesso ao modismo. Por falta de alternativas, a praça das corujas virou nosso point. Somos marginalizados, muitos não aceitam por sermos como somos. Gostamos de roupas pretas, nosso som é pesado, e são de protesto. Por diversas vezes a polícia nos revista, nos marginaliza.

CO
– Allysson, você se auto intitula “Anarquistas” , não existe contradição em você ser estudante de direito?

Allysson
– A sim, passo por conflitos internos, porém, já que vivemos em sociedade, vejo o direito como um ponto vasto no mundo do conhecimento. Foi através do estudo que aprendi que podemos sim, sermos o que quisermos e como quisermos.

CO
– Me falem um pouco mais sobre vocês e o movimento Punk de Barreiras
Allysson – Somos todos jovens, porém somos conscientes da imundice que é nossa sociedade. Ela é suja!

Najla – Somos rebeldes com causa, abominamos drogas, somos avessos ao crescimento econômico individual das pessoas. Tudo deve ser de todos, e ao mesmo tempo nada é de ninguém.

Allysson – Nosso movimento está espalhado por toda a região e é forte. Tem Punk em Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Santa Maria da Vitória, Cotegipe, Correntina e Cristópolis.

CO – Estamos em pleno Carnaval, o que vocês acham dessa festa?

Allysson – Esses 4 ou 5 dias são de muita revolta e perturbação, o que vejo são idiotas alienados pulando, enquanto isso, uma minoria lucra alto com esse mercado da imbecilidade e da futilidade que alimenta a desgraça de um povo que se mata uns aos outros.
Já fomos chamados de gangue pela grande mídia local (gangue de preto), são ignorantes os que pensam assim. Somos um movimento social liberto e independente desse sistema burguês.

Prefeita é vaiada em lançamento do carnaval da saudade



fonte www.caminhodooeste.com.br Foto e texto
Luís Carlos
A prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira foi vaiada no ato de lançamento do Carnaval da Saudade na praça Landulfo Alves, centro histórico de Barreiras, pouco antes da meia noite. Ao lado do marido, o ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães e atual deputado federal Oziel Oliveira e da deputada estadual Kelly Magalhães, não se intimidou e deu seu recado, “Que morram os apaixonados, foi preciso alguém sem nascimento em Barreiras para construir moradias populares e esgoto na cidade.”

Vale lembrar o recente o caso do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes.

Amazonino (PTB), prefeito de Manaus, cidade considerada como uma das mais tristes do país, e o município do estado do Amazonas com maior caso de dengue – cassado, em primeira instância, pela ilustríssima juíza Maria

Eunice Torres Nascimento, ao visitar a comunidade Santa Martha, na zona norte da cidade.

O prefeito cassado, mostrou que se encontra com muita dificuldade para lidar com a população carente da cidade.

A senhora Laudenice Paiva, de 37 anos, que pretendia construir uma casa na comunidade onde havia morrido uma mulher e duas crianças, devido a queda de um barranco, se enervou e cometeu duas atitudes inaceitáveis na chamada convivência das diferenças humanas. Atitudes jamais aceitáveis praticadas por uma simples pessoa, e muito menos por alguém que já foi governador do estado por três vezes, e prefeito da cidade por duas vezes.

O prefeito que iniciou sua carreira como biônico no fim da ditadura; portanto, com tempo de poder no Amazonas, junto com seus grupo ultraconservador, quase igual ao dos ditadores dos países árabes que o povo tanto tenta derrubar.

Leia trecho do motivo da cassação do Prefeito de Manaus

Amazonino – Vocês poderiam ajudar a prefeitura “não fazendo casas onde não devem”.
Senhora – “Mas a gente está aqui porque não tem condição de ter uma moradia digna.”
Amazonino – “Minha filha, então morra, morra!”
Senhora – “Então vamos morrer todos.”
Amazonino – “Você é de onde, de onde?”
Senhora – “Eu sou do Pará”
Amazonino – “Então pronto, está explicado.” (E deu às costas, caso encerrado para o prefeito que espera julgamento de seu processo de cassação definitiva pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O carnaval de todas as teorias

 
O carnaval é a festa popular mais teorizada do mundo. Filósofos, antropólogos, sociólogos e até matemáticos (acreditem!) há muito tempo procuram entendê-lo. Livros e mais livros se lançam na missão de traçar o que seria um perfil científico deste que é o maior e mais festejado evento brasileiro. Pois bem. Este texto, esclareço desde já, não pretende o objetivo almejado pelos teóricos de plantão. E a razão é simples: o carnaval não deve ser levado tão a sério; explicar o aquecimento global analisando as vestimentas dos foliões, por exemplo, é uma babaquice. Sendo assim, proponho uma análise bem mais simples, disposta somente a valorizar sem exagerar e a criticar sem menosprezar a mais importante festividade brasileira.
O carnaval é democrático, profano, simbólico, alegre e (rsrs) cultural (?). É a oportunidade em que todos se unem na buscam da diversão e do prazer, (garotas adolescentes formam filas, para distribuição de beijos); é a hora de pisar no “falso moralismo” e ver arte em belos seios, bundas murchas e rodondinhas a mostra; é o momento de expressar a criatividade, tornando qualquer bobagem numa grande e admirada bobagem; é o encontro da felicidade com o cansaço merecido e desejado; é a afirmação de uma cultura que resiste e se impõe; no carnaval é como se por alguns dias, esquecêssemos das roubalheiras dos nossos amados e sorridentes políticos, de suculentos lanches e quitutes servidos a nossa digna guarda municipal, da desigualdade social, da violência…; é como se vivêssemos no melhor dos mundos; no mais feliz de todos. 
Temos aqui o delírio mais intensamente comemorado do planeta. Que bom que, mesmo iludidos, temos a chance de sermos felizes de vez em quando. Nota 1.000 para o carnaval.
Mas o carnaval também parece ser para muitos um convite irresistível para a prática de atos irresponsáveis; é excesso admitido e louvado como um deus; é a permissividade atraente e provocante; é a contemplação do conformismo que nos nega a oportunidade de ver além dos abadas, dos blocos, dos trios elétricos. Em outras palavras, é como se fôssemos merecedores da felicidade apenas nos festivos dias da carne¹. No resto do ano, só nos resta à realidade; e essa, nem preciso dizer, não é lá tão encantadora. Por fim, o carnaval, infelizmente, é uma propaganda enganosa, uma vez que passamos para o mundo a ideia de que vivemos no país mais feliz e liberal do mundo. Que aqui o respeito pelas liberdades grassa sem qualquer obstáculo. Um país em que as pessoas têm medo de sair de casa ante a possibilidade de serem assaltadas, agredidas e até mortas por qualquer bobagem, não é obviamente o planeta sonho. Um país que vê sem susto alguns de seus representantes enchendo de dinheiro público em meias e cuecas, mas se sente horrorizado (só pra exemplificar) quando se depara com a possibilidade de ver a demonstração de amor entre um branco e uma negra, não é rigorosamente um país livre. É hipócrita.
Os méritos do carnaval não afastam as suas facetas claramente desastrosas. Eles devem, antes de tudo, ser mantidos e fortalecidos de modo a possibilitar a superação, ou ao menos a redução, das consequências negativas aqui retratadas.
Bandas que não representam nossa realidade cultural e local, levam sacos e sacos de  dinheiro, verdadeiros garimpeiro, que levam nosso ouro deixando somente o buraco escavado. Enfim milhões gastos em poucos dias, e isso não muda em nada a nossa triste realidade cotidiana… Saúde, educação, transporte público, esgotamento sanitário… nada muda, é o mesmo da mesmisse.
Mitificar o carnaval, embrulhando-o de uma seriedade inalcançável e sempre teórica, a fim de compreender tudo e todos, não ajuda em nada na consecução desse propósito. Melhor mesmo é valer-se do espírito crítico, prático e renovador que habita em cada um de nós. Este sim nos conduz ao amadurecimento que indiscutivelmente falta para lidar com a nossa maior festividade, viva a alegria!!!
1. Carnaval
Corruptela do latim “CARRVM NAVALLIS”.
Na Antiguidade, os desfiles públicos oficiais eram restritos às conquistas guerreiras, recontatadas de forma alegórica, enquanto os desfiles festivos, eram de cunho religioso ou mitico, como as Satúrnias, que acabavam, inavariavelmente, em muito sexo (Por isso, essa confusão literal de “Festa da Carne”).
Com o passar do tempo, houve fusões e influencias de outras culturas mediterrãneas, mas o sentido de “corso” e “desfile” se manteve, sempre com a presença dos “Carros Navais”, mais tarde, denominados genéricamente de “Carros Alegóricos”.
Classificação morfossintática: fonte web
– [carnaval] substantivo masculino singular .
Sinônimos: orgia, sensual, lacivo, concupiscente, folía, tríduo, putaria, promiscuidade, confusão generalizada, libertinagem .
Antônimos: serinidade, pureza do espírito do corpo e da alma enterro, velório, tristeza, moralidade, castidade, melancolia.
Palavras relacionadas: festival, folia, folguedo, bacanal, imoralidade, agnome, alfanúmero, antropônimo, codinome, cognome, comemoração, entrudo, epônimo, evchamol, feriado festa, natal, pentecoste, páscoa, prenome, pseudônimo, quaresma, revelhão, sobrenome tecnônimo, véspera, desfiles de blocos, alegria .

“Fazer ou não fazer, eis a questão”

Fala da prefeita Jusmari reunida com a imprensa e diversos segmentos da sociedade civil organizada de Barreiras para fazer o lançamento oficial das atrações que comandarão a folia momesca deste ano. O evento aconteceu durante um café da manhã, no último sábado (26), no bar e restaurante Cais e Porto.

Isenção: Conversa pra boi dormir

Ligue para a redação de algum veículo de comunicação e pergunte: “a sua publicação é  isenta?” O camarada do outro lado vai jurar de pés juntos que SIM, e, para prová-lo, vai dizer: “Expressamos nossa isenção publicando textos das mais diferentes correntes ideológicas.” Pronto. Segundo o cara, o veículo onde trabalha é isenta porque publica opiniões muito diferentes entre si. Em nome da pluralidade, é certo. Massss…Vocês acreditam nisso? Será que não há uma linha editoral ndirecionando um cert olhar? 
Ou seja, não será que, independentemente dos textos, o veículo de comunicação, por si só, não tem uma opinião muito própria, ainda que se proponha totalmente imparcial e isento?
Estou afirmando que desconfio muito desse papo de isenção. Isso simplesmente não existe. Querer maquear a linha editorial é um recurso questionável, porque esconde algo que deveria ser explícito. Pensem bem. Vocês acham legal ler um jornal (impresso ou on-line) para descobrir após vários meses que, no fundo, o jornal tem sim opinião e toma partido sim senhor?
Não é muito mais honesto que o veículo se apresente simplesmente como seu dono quer que ele seja? Da forma como vejo, trata-se de questão de honestidade. Se um meio de comunicação não é honesto com seus leitores, com quem mais ele o será? Ou seja, se um veículo oculta que possui sim linha editorial e ideológica é de se imaginar o mau-caratismo com que é gerido. O melhor é ser simplesmente honesto: “Aqui no veículo X trabalhamos segundo a ideologia da direita, pois assim manda o patrão, e eu, que sou empregado, simplesmente obedeço porque preciso do emprego para pagar minhas contas.”
Simples, verdadeiro, honesto e objetivo, como todo veículo de comunicação social deveria ser.

Violência – Causas e Consequências

Desigualdades sociais extremadas com uma cultura altamente consumista, é igual a uma sociedade com elevados índices de violência e corrupção.


A matéria não pode nos causar espanto, é assunto corriqueiro. Todos os dias notícias semelhantes são publicadas Brasil a fora.
GAROTO DE 15 ANOS INVESTIGADO POR 20 MORTES EM SALVADOR”
 
Isso tudo é compreensivo, porém; o fato não pode justificar qualquer crime, mas entender que a utilização do sistema penal, polícia, prisões, etc… Para combater a violência não pode ter um efeito senão superficial, pouco eficaz, diminuto, na melhor das hipóteses (pois talvez ela até agrave o problema, dado o caráter seletivo desse mesmo sistema, que reforça a estrutura de concentração/exclusão). É preciso, pois, atacar a questão em suas causas.
 
Cremos e vemos que a maioria dos crimes é motivada pela busca do supérfluo, e não somente por necessidades básicas de sobrevivência. Isso se torna ainda mais verdadeiro à medida que o consumo do supérfluo se torna crescentemente vital à constituição da identidade social do indivíduo. Quanto mais consumista e desigual for uma sociedade, portanto, maior será o incentivo à criminalidade: se é preciso consumir bens caros para ter valor, poder e Status Sociedade (e inclusive para reconhecer a si mesmo como alguém de valor, a chamada alto estima), a enorme massa de pessoas excluída economicamente dessa possibilidade ficará fortemente tentada a procurar a via da violência – e da corrupção, umas de suas formas mais perversas – para conseguir obter os bens que lhe farão ser e sentir-se incluída segundo os padrões do sistema social hegemônico.
 
Não seremos hipócritas em dizer que não vou chamar a polícia se acaso eu for roubado. Temos plena convicção, isso não resolve o problema, ainda que prendam o malfeitor, outros crimes acontecerão. Acreditar que o sistema penal, assim como defendem lideranças políticas e empresarial da região oeste da Bahia, por exemplo, (seria ingenuidade ou má intenção?) é como supor que se pode fazer cessar uma enorme hemorragia usando-se um bandaid… Parece-nos falsa a ideia de que a grande causa da violência seja a impunidade: a da corrupção, dos crimes de colarinho branco, pode até ser, sim. 
 
Porém, para outros crimes, não, porque o fato é que muitos sabem até do alto risco de acabar morrendo – com tiro de um concorrente ou de policial – ao optar pela vida criminosa, tem ciência, em certos casos, que provavelmente terão uma vida curta… Lembrem-se do documentário Falcão: meninos do tráfico, no qual um menino traficante de drogas afirma: “Se morrer, nasce outro que nem eu, pior ou melhor. Se morrer, vou descansar“. Pondero, “o problema não só de impunidade…”.
 
É preciso, ir às raízes, pararmos de lutar com os galhos. Combater a concentração de oportunidades, poder e riquezas, garantir iguais direitos a todos, e construir uma nova cultura, alternativa ao consumismo hegemônico.
 
O que vemos é uma juventude perdida, onde ao invés de estarem curtindo um lazer agradável em uma praça, fazendo música, ou qualquer outra forma de lazer, o que lhes é ofertado como opção é o boteco, as drogas, eventos alienantes financiados com verbas públicas.
 
O nosso ensino escolar está destroçado, a cultura é pouco difundida, o lazer inexiste em nossa região.
 
Outra questão também, refere às baixas remunerações, uma mãe (só para exemplificar), que trabalha como doméstica, muitas vezes limpa quadros, vasos e utensílios que ela jamais ousa sonhar em possuir, tamanho é o valor dos objetos. Isso tudo é uma constatação importante, uma vez que isso, cremos é grave, pois muitos filhos ao perceberem tal situação, também veem que no tráfico de drogas ou na prostituição os seus proventos podem ser muito superiores.