Monthly Archives: Fevereiro 2011

A Divina Piada Humana.

Nossa animalização é um fenômeno que pode ser abordado por diferentes olhares. Desde a consideração do homem que é animalizado por realizar atos não humanos até àqueles que são tratados pela sociedade como animais, passando pela animalização na forma de fábulas ou das histórias em quadrinhos.
Quando livremente nos animalizamos por nossos próprios atos, somos considerados doentes perante a sociedade. Neste caso, a síndrome que nos acomete merece cuidados especiais (vai falar com o titio rsrs). 
Quando somos animalizados pela sociedade, somos excluídos, e merecemos o resgate de nossa dignidade.
Quando nos superestimamos, somos arrogantes e prepotentes, não somos os seres mais valiosos da natureza. Se tomarmos como critério nossa forma biológica, anatômica, a independência do existir, somos inferiores inclusive às plantas que ocupam o cume da independência dos seres vivos (é aquele papo da fotossíntese).

Dentro do reino animal, somos os mais dependente de todos. Se o valor vital fosse à única medida a considerar, seria preciso reconhecer que somos animais doentes.

Nossa fragilidade é obvia: nosso sentido de olfato é dos menores, a proteção natural contra o frio é praticamente inexiste, etc. Ao nascermos, somos a espécie animal doméstica que mais precisa de atenção, e por longo período, quando comparado com os demais mamíferos.
Nesta fase, nosso choro é a única forma de comunicação. Com os outros animais, a coisa é diferente. Logo que nascem, os filhotes começam a caminhar, e em poucos meses tem os mesmos hábitos, inclusive alimentares, dos pais.
Nossas crianças dependem dos pais; enquanto adolescentes (aborrecentes rsrs), ainda convivem com os pais. A maturidade, às vezes custa a chegar (muitas vezes passa batido kkkk), e a velhice, não tarda, e nessa fase via de regra, temos mais necessidades e doenças do que autonomia e cura.
Conceito de animalização
O Dicionário Aurélio traduz animalizar como sinônimo de tornar bruto, embrutecer, bestializar.

Vídeo exclusivo – Entrevista do Secretário de Justiça ao Cala Boca Já Morreu

Inaugurado Núcleo de Apoio às Penas e Medidas Alternativas em Barreiras

Foi instalado nesta quinta feira (24), com a presença do Secretario da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado da Bahia (SJCDH), Almiro Sena,o Núcleo de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas do município de Barreiras.
 
A núcleo atenderá os municípios de Angical, Baianópolis, Barreiras, Buritirama, Catolândia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, São Desidério e Wanderley.
 
O local servirá para o acompanhamento da execução de penas e/ou medidas alternativas aplicadas pelos órgãos do Poder Judiciário do Estado a réus não reincidentes em crime doloso, que tenham cometido delitos sem violência ou grave ameaça, com sentença de até quatro anos, nos crimes dolosos (com intenção) ou crimes culposos (sem intenção).
 
O coordenado do núcleo, Dr. Vivaldo Mota, afirmou que o núcleo é de extrema importancia para a região, “a punição penal tem a função de reintegrar o indivíduo na sociedade, não torná-lo nocivo e gerador de violência. Existem muitos caminhos a serem seguidos, hoje temos as penas alternativas que muito podem contribuir para a regeneração do indivíduo à sociedade”, disse o coordenador.
 
Os crimes, ao longo dos tempos, vêm sendo punidos com efetivo rigor. Na Antigüidade existiam os suplícios e as torturas físicas, hoje com o passar do tempo, as coisas não mudaram tanto, ocorre a degradação física e moral do indivíduo, presos que praticaram crimes menores (como o roubo de uma lata de leite para matar a fome de filhos) onde os mesmos saem dos presídios com pós-graduação em crime e violência.
 
Esperamos que sejam adequadamente aplicadas as penas alternativas, e que as mesmas sejam como um instrumento bem mais fácil e eficiente que a pena de prisão para controlar a criminalidade, pois; além de ser mais humana e barata, não envolvem somente o condenado, mas também a sociedade na responsabilidade da reinserção social do condenado.

Tálio – Morte ou Progresso?

O alvoroço se instalou no país com a recente notícia da descoberta do metal Tálio em terras Barreirenses. Todas as mídias, grandes e pequenas, nacionais e até internacionais, noticiam “Metal raro é descoberto na Bahia”.
A descoberta, segundo informações, foi feita pela empresa Itaoeste Serviços e Participações, que tem como sócio majoritário Olacyr de Moraes, que já foi o maior produtor individual de soja do mundo, que o tornou conhecido como “Rei da Soja”, pioneiro deste cultivo na região de cerrado e dono da Fazenda Itamarati (Em 2004 foi vendida ao INCRA, para assentamento de reforma Agrária). Foi também mega produtor de cana-de-açúcar e etanol, presidente do extinto Banco Itamarati (vendido ao BCN, após foi adquirido pelo Bradesco) e a empreiteira Constran.
Segundo a Revista Isto É – Dinheiro em sua edição nº 365 de setembro de 2009 afirma que: “Aos 74 anos, Olacyr de Moraes acaba de fechar um negócio de R$ 165 milhões, talvez o último de sua longa trajetória empresarial”.
As opiniões se dividem, as especulações são gigantescas acerta da descoberta. De um lado, muito falasse que a descoberta alavancará o desenvolvimento do oeste da Bahia com geração de novos empregos, chegada de novas empresas, crescimento econômico e social, até que parte dos lucros deva ser revertida para causas sociais a exemplo do pré-sal. De outro lado defende-se que o país não deve entregar suas riquezas ao capital privado, “o estado deve controlar o metal pois é um bem coletivo e dos brasileiros”.
Fico a observar, na minha humilde condição de leigo, creio de muito há que se esclarecer. É fato sim, que esse metal raro pode trazer desenvolvimento ao país e a Barreiras. Mas a que custo? Como? O metal sendo descoberto em área da união pode ser explorado por empresários? A sociedade como vê a possibilidade?
São muitos os questionamentos, fico a analisar. Pesquisando na internet, encontramos muitas informações.
O Grupo de produção de conteúdos de Química , do Instituto Superior Técnico coordenado por António Maçanita, Professor Catedrático – Departamento de Engenharia Química e Biológica publicou em seu site, descrição sobre o Tálio.
O tálio é um metal pesado cuja aparência faz lembrar o chumbo”. No entanto, é muito mais macio e maleável que este podendo até cortar-se com uma faca.
Este elemento pertence ao 13º grupo da tabela periódica e o seu símbolo químico é Tl. À temperatura ambiente, é um sólido branco prateado e quando em contacto com a chama de um bico de Bunsen produz uma chama verde. Esta cor verde característica esteve na origem do nome tálio, que vem do grego, thallos que significa “galho” ou “rebento”.
Não é um elemento escasso na natureza. A sua ingestão, no entanto, é problemática, mesmo em pequenas concentrações, uma vez que se vai acumulando, ao longo do tempo, no corpo humano. A sua assimilação é frequentemente consequência duma alimentação natural uma vez que este elemento se encontra presente em muito vegetais”.
Não desempenha qualquer função biológica positiva, sendo, pelo contrário, conhecido como extremamente tóxico e carcinogénico.
Um dos seus compostos, o sulfato de tálio, é bastante conhecido como um potente veneno pelas suas propriedades especiais (não tem cheiro, não tem cor, não tem sabor e é solúvel em água).
A Revista Super Interessante da Editora Abril, em matéria, classifica o Tálio como sendo elemento da morte.
Dentro do nosso corpo, os íons de Tálio “se fazem passar” por potássio – elemento essencial para o organismo. Eles se instalam nas células, cujo funcionamento é prejudicado. Isso ocorre principalmente no sistema nervoso: o resultado é insônia, depressão profunda e desejo de morrer. O Tálio também ataca os testículos e o coração, e causa paralisia muscular. Como o envenenamento por Tálio é muito raro e seus sintomas se confundem com os de outras doenças, é comum que os médicos façam “n” exames e não consigam identificá-lo. Foi isso o que ocorreu com uma menina de 19 meses atendida, em 1977, no hospital Hammersmith de Londres. Por sorte, havia na equipe uma enfermeira que lera o romance O Cavalo Amarelo, de Agatha Christie”.
O Wikipédia, tem material que diz: As aplicações comerciais do tálio e dos seus compostos são muito limitadas, sendo que o tálio metálico não encontra aplicações.
“O inodoro e insípido sulfato de tálio foi extensivamente usado no passado como veneno de ratos e formigas. Nos Estados Unidos e outros países não é mais permitido devido a questões de segurança. Outros usos:
•             O sulfeto de tálio muda sua condutividade elétrica quando exposto a luz infravermelha, consequentemente é um composto útil para a fabricação de fotocélulas.
•             Cristais de brometo e iodeto de tálio foram usados como materiais para dispositivos ópticos para infravermelho.
•             óxido de tálio foi usado para produzir vidros com elevados índices de refração.
•             usado em materiais semicondutores para retificadores de selênio.
•             usado em equipamentos para a detecção de radiação gama.
•             como líquido de alta densidade é usado como flutuador para a separação de minerais.
•             a liga tálio-chumbo é usado em alguns tipos de fusíveis.
•             usado no tratamento de infecções de pele. Entretanto, este uso foi limitado devido a margem estreita que existe entre a sua toxicidade e o benefício terapêutico..
•             O radioativo Tl-201, na forma de cloreto de tálio, é usado em medicina nuclear para diagnosticar doenças coronárias e para a detecção de tumores.
•             combinado com enxofre ou selênio e arsênio, o tálio foi usado na produção de vidros de alta densidade com baixos pontos de fusão, entre 125 e 150 °C.
•             O acetato de tálio é empregado em meios de cultura juntamente com a penicilina para isolamento de micoplasmas, as menores bactérias de vida livre existentes.
Além disso, pesquisas com o tálio estão sendo desenvolvidas para desenvolver materiais supercondutores em elevadas temperaturas para aplicações como imagem de ressonância magnética, armazenamento da energia magnética, propulsão magnética, geração de energia elétrica e transmissão”.
Fiz essas poucas exposições no intuito de colaboração com o debate, porém; csalutar uma importante ponderação, sendo a descoberta da jazida no Rio de Ondas, rio que integra a bacia do Rio Grande, um dos mais importantes alimentadores do Velho Chico, não estaria a extração de tal metal nobre comprometendo a transposição do Rio São Franscisco, uma vez que seja autorizada a exploração?
Ao que sabemos, a transposição do São Francisco tem como objetivo saciar a sede de grande número de pessoas e também para a produção de alimentos.
E se esse elemento, supostamente cancerigêno e mortal contaminar nossas aguas?
Como disse anteriormente, tudo não passa de uma grande incógnita, cabe agora, ao poder público, técnicos da área e sociedade civil, virem a público.
Luís Carlos dos Santos Nunes
Comunicador Social
Fontes: Revista Super Interessante, Instituto Superior Técnico, Wikipédia, Revista Isto É –  Dinheiro

Internet – A revolução anunciada?

Nada foi tão poderoso e revolucionário quanto a escrita. Ela causou modificações sem precedentes em nossa sociedade.
 
Foi através da escrita, que se pode organizar todo o raciocínio e a compreensão do mundo. Surgiram a fala, a matemática, a ciência, a informática e por fim, uma nova linguagem, a Internet…
 
A televisão mostra aquilo que não podemos ver fisicamente, mas através dela, como uma extensão de nossos olhos. O rádio trouxe as notícias das quais não tínhamos conhecimento, como uma extensão dos nossos ouvidos. O telefone nos permitiu levar a voz a uma distância infinitamente maior do que jamais se havia sonhado. E assim, cada mídia representou uma extensão de uma capacidade natural dos seres humanos.
 
A Internet, no entanto, proporciona a extensão de várias capacidades naturais. Não apenas podemos ver as coisas que nossos olhos naturalmente não vêem, mas podemos interagir com elas, tocá-las em sua realidade virtual, construir nossos próprios raciocínios não lineares em cima da informação, ouvir aquilo que desejamos, conversar com quem não conhecemos, divulgar nossas ideias. Fundamentalmente, podemos interagir com o que quisermos.
 
Além disso, a Internet apresenta uma convergência de mídias. No computador já é possível assistir televisão, ouvir rádio ou ler jornal, livros… Enfim, todas as mídias tradicionais em uma única. Logo, enquanto usuários da Rede, cada indivíduo é um emissor massivo em potencial. Pode difundir mensagens e ideias através de e-mail, chats ou mesmo em listas de discussão, websites e blogs. Pode difundir sua música através da gravação da mesma em um formato que seja manipulável através da  internet. Pode gravar um vídeo em uma câmera digital ou celular e divulgá-lo. Enfim, as possibilidades são inúmeras. Cada indivíduo é um emissor e um receptor simultaneamente na Web.
 
Uma das características mais marcantes da influência de um meio de comunicação nas sociedades é a reconfiguração dos espaços percebidos por esta sociedade. Isso porque a comunicação reduz as distâncias e permite que as pessoas aproximem-se. Não em uma perspectiva física, obviamente, mas em uma perspectiva de percepção. Com a Internet essas distâncias tornam-se mínimas. Isso porque agora não é só possível apenas ter “acesso” a informações de lugares distantes. É possível também alterá-las, confronta-las e reformulalas.
 
Além disso, a organização da própria informação no ciberespaço faz com que a noção de território que permeou nossas ideias por séculos seja atropelada.
 
A Internet propicia uma comunicação entre muitos e para muitos. A internet é ferramenta poderosa que pode proporcionar um futuro democrático para a humanidade. Oras, a ideia da “democracia eletrônica” não é de todo impossível e utópica. Se de um lado a Web oferece efetivamente a chance, ao cidadão comum, de articular-se com outras pessoas através de seus campos de interesse, de outro, este acesso ainda é um tanto o quanto restrito e mal utilizado. E a ideia tem recebido críticas ferrenhas, estruturadas sobre dois aspectos fundamentais: a Internet como fruto do capitalismo não poderia opor-se a ele; e o acesso a Internet não é democrático, especialmente para um país do chamado Terceiro Mundo, como é o caso do Brasil.
 
O que realmente nos indigna, é que, mesmo com todo esse potencial de promoção de um mundo melhor, a inércia impera.
 
Vê-se uma juventude ainda engajada em antigas formas de luta, não que não sejam válidas. Precisamos parar de lutar com os galhos, é preciso ampliar nossas visões. O foco deve ser a raiz do problema, e nada como a informação, nada como agirmos como formiguinhas, produzindo textos, vídeos, fotos e divulga-los através de sites e blogs.
 
A sociedade, principalmente a juventude, precisa despertar do sono da ingenuidade.
Pouco adianta nos tempos atuais, ficar jogando pedras na Rede Globo e na grande mídia. Um pequeno grupo articulado com o mesmo objetivo pode sim colaborar para as transformações necessária na sociedade, buscando democracia e uma distribuição de renda que seja menos ampla entre elas.

Resta saber ainda o quanto essa revolução (internet) poderá atingir o nosso futuro. Só depende de nós.

George Orwell se livrou desse lixo, “Big Bosta Brasil”

Toda vez que se anuncia uma nova versão do BBB ou programas similares, penso que o escritor George Orwell deve se revirar no túmulo diante do seu notável livro 1984 ser usado como fonte de “inspiração” para “mixórdias inqualificáveis” como é o “Big Brother Brasil”.

Pergunto-me, entre outros questionamentos, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça (o cara é bom), cobriu a queda do muro de Berlim, foi correspondente internacional, submete-se a apresentar um programa de tão baixo nível?

A ironia é que lixos culturais como o BBB se prestam à tarefa de manter na ignorância milhões de pessoas que poderiam usar o tempo que perdem assistindo ao saco de bostas do programa, lendo um bom livro como o 1984 que continua atualíssimo, apesar de ter sido publicado em 1949 quando o mundo assistia à Guerra Fria e a escalada nuclear.

A sistematização da luta pelo poder, a forma de mantê-lo oprimindo e deixando o povo na ignorância é descrito de forma clara e contundente. Impressiona a semelhança do processo político do passado com o que ocorre, hoje, no Brasil, quando grupos partidos deixam suas ideologias de lado e mostram-se dispostos a firmar qualquer tipo de aliança se isso significar alcançar o poder.

Um dos trechos mais marcantes de 1984 é quando o personagem Winston lê trechos de um livro proibido pelo regime daquela sociedade totalitária em que vive. É o “Teoria e prática do coletivismo oligárquico” escrito pelo inimigo número 1, o dissidente Emmanuel Goldstein. A forma didática usada para falar da luta de classe é a seguinte: Ele constata que ao longo da história da Humanidade, sempre existiram três tipos de pessoas no mundo: “as Altas, as Médias e as Baixas” que se subdividiram de várias maneiras e tem variado em diversas épocas, “mas a estrutura primordial da sociedade jamais foi alterada”.

Assinala que os objetivos desses três grupos são inconciliáveis: “o objetivo dos Altos é continuar onde estão.

O objetivo dos Médios é trocar de lugar com os Altos. O objetivo dos Baixos, isso quando tem um objetivo, pois uma das características marcantes dos Baixos é o fato de estarem tão oprimidos pela trabalheira que só a intervalos, mantém alguma consciência de toda e qualquer coisa externa a seu cotidiano, é abolir todas as diferenças e criar uma sociedade na qual todos os homens sejam iguais”.

Nesse quadro, um conflito básico se repete ao longo da história, diz Goldstein: “durante longos períodos os Altos parecem ocupar o poder de forma absolutamente inabalável, porém mais cedo ou mais tarde sempre chega o dia em que eles perdem ou a confiança em si mesmos ou a capacidade de governar com eficiência, ou as duas coisas. São derrubados pelos Médios, que angariam o apoio dos Baixos fingindo lutar por liberdade e justiça”.

Contudo, “nem bem atingem seu objetivo, os Médios empurram os Baixos de volta para sua posição subalterna, a fim de se tornarem eles próprios os Altos. Nesse momento um novo grupo de Médios se desprende de um dos dois outros grupos, ou de ambos, e o conflito recomeça. Dos três grupos apenas os Baixos jamais conseguem, nem temporariamente, sucesso na conquista de seus objetivos” Assim, “do ponto de vista dos Baixos, nenhuma mudança histórica chegou a significar muito mais que uma alternativa no nome dos seus senhores”.

Lembra também que, no passado, os Médios que lutavam por poder haviam feito revoluções sob a bandeira da igualdade, para depois instalar uma nova tirania assim que a anterior era derrubada.

Sobre a necessidade de os donos do poder manter a desigualdade social como forma de preservar a sociedade hierárquica, explica que “se lazer e segurança fossem desfrutados por todos igualmente, a grande massa de seres humanos que costuma ser embrutecida pela pobreza, se alfabetizaria e aprenderia a pensar por si. Depois que isso acontecesse, mais cedo ou mais tarde essa massa se daria conta de que a minoria privilegiada não tinha função nenhuma e acabaria com ela”. A conclusão é óbvia. “Uma sociedade hierárquica só era possível num mundo de pobreza e ignorância”.

Pelo que assistimos nos dias de hoje, 1984 poderia ser adotado nas escolas como tratado de cidadania. Mas há risco de os pobres se alfabetizarem e aprendessem a pensar por si…

Para Baixar o livro 1984 de George Orwell em PDF clique aqui

As Imbecilidades do racismo

Essa variante da xenofobia é uma chaga em qualquer sociedade. Você que se julga melhor por nascer no sul ou sudeste, acredita que, então, ao chegar nos países do 1º mundo é visto como um alguém igual a eles, aos WASP (1), por exemplo? Claro que não. Você é só mais cucaracha (barata em inglês) para eles. Portanto, não reproduza o que fazem contigo lá fora em sua própria terra.
Não podemos julgar as pessoas por suas origens, epiderme, credo ou o que seja. Basta que aprendamos a entender que não pode haver juízo de valor, ou dicotomia. Bom ou ruim por ser assim ou assado não pode mais existir. Estamos no século XXI, no limiar de inúmeros avanços científicos e tecnológicos, por exemplo, e ainda ficamos a discutir se origem é determinante de caráter.

Simplesmente ridículo.

Orgulho-me de ser filho de um nordestino. Ter tido um pai como eu tive é privilégio para poucos e em nada diminui o seu caráter por ser do interior de Pernambuco e ter passado fome durante um período de seca. 
O que é chato é ver uma parcela da classe média brasileira, aquela mesma parcela que sente até vergonha da língua que fala, perder seu tempo recriminando, proferindo e demonstrando seu preconceito contra os brasileiros oriundos do Nordeste pelo fato de essa região ter sido a de maior votação da candidata vitoriosa do PT Presidência da República em 2010.
O Brasil, até prova em contrário, é democrático. O Brasil não é apenas um aglomerado de pessoas. O Brasil é diverso. É uma vastidão continental. São vários “brasis” e essa é a nossa maior riqueza, a diversidade étnico-cultural.
A forma como se dá esse preconceito é tão ridícula e idiota como as que os italianos do Norte tem em relação aos italianos do Sul, ou como os canadenses de língua inglesa tem dos francófonos de Quebec. Tudo bem, o Ser Humano só enxerga seus iguais como sendo os melhores, mas como nos fazer sair dessa máscara? Sendo, justamente, humanos. Humanos no sentido de entender o outro, que não é melhor nem pior. É apenas diferente.

1 – WASP é a sigla que em inglês significa “Branco, Anglo-Saxão e Protestante” (White, Anglo-Saxon and Protestant). Alguns ainda traduzem como “Branco, Americano, Sulista e Protestante” (White, American, Southern and Protestant).

Um apelo aos idiotas

Na vida acelerada do mundo de hoje, todos desejam ser espertos, vivos e astuciosos.

Ninguém quer ficar para trás – quando você vai, os outros já voltaram. Ninguém mais diz frases com segundas intenções: dizem coisas com terceiras, quartas e quintas intenções. Frases que, com sorte, um leigo no assunto precisa de várias horas para decifrar e talvez dois ou três dias para imaginar uma resposta à altura.
Em compensação, alguém que diz diretamente aquilo que pensa acaba provocando escândalo e mal-estar. É imediatamente catalogado como perigoso e tratado como idiota. A sinceridade parece contrariar as normas da convivência e da boa educação modernas. Assim, as pessoas bem educadas são amáveis, mas nem sempre confiáveis no que dizem.
A idiotice é um tema vasto, com muitos aspectos diferentes, e está inscrita com destaque na cultura brasileira.

Um exemplo disso são as tradicionais piadas de português. Elas são uma projeção da brasilidade. No fundo, os portugueses idiotas das piadas somos nós. Os episódios que envolvem Manuel, Joaquim e Maria são todos parte da alma do nosso país, tanto é assim que só são conhecidos no Brasil.

É certo que, quando examinamos a questão da inteligência e da idiotice, surgem algumas perguntas difíceis de serem respondidas. O que é inteligência? O que é burrice? Quantos tipos há de idiotas?
Podemos dizer que inteligência é a capacidade de perceber o real. Como há realidades muito diferentes no mundo, não existe um tipo único de inteligência. Cada situação da vida requer um tipo específico de percepção, e por isso as inteligências são múltiplas. A idiotice e a burrice podem ser definidas como a incapacidade de perceber o real, e são tão variadas quanto as inteligências. Idiota é o que não falta. Alguns deles, inclusive, são espertalhões. Sim, há muitos idiotas que passam por inteligentes, e também grande número de pessoas inteligentes que passam por idiotas.
Além disso, quem é inteligente em uma área da vida pode ser burro em outras. Você é esperto em política e burro na hora de jogar futebol. Sua namorada pode ser menos intelectual que você, na hora de discutir política, mas há aspectos da vida em que ela coloca você no chinelo.
Há coisas que seus filhos fazem bem melhor que você, como, talvez, compreender as sutilezas de um videogame ou computador. Felizmente, ter sabedoria não é saber tudo. Ter sabedoria é saber o mais importante, é administrar bem os seus talentos.
Li a algum tempo atrás, texto de que não me lembro a autoria, nesse texto o autor abordava a imbecilidade doutoral específica dos “eruditos” que usam palavras complicadas para não dizer coisa alguma. Um deles, fez certo dia uma longa pesquisa para saber “se uma entidade imaginária, zumbindo no vácuo, é capaz de devorar segundas intenções.” Outro queria saber “se uma idéia platônica, dirigindo-se para a direita sob o orifício do Caos, poderia afastar os átomos de Demócrito”. Um terceiro investigava “se a frigidez hibernal dos antípodas, passando numa linha ortogonal através da homogênea solidez do centro, podia, por uma delicada antiperístase, aquecer a convexidade dos nossos calcanhares”. O autor, segundo o texto qualificava tais idiotas eruditos como professores cegos de discípulos cegos, “que tateiam em um quarto escuro à procura de um gato preto que não está lá”.
Tais indivíduos no mínimo inspiraram Rolando Lero, o grande erudito que iluminou a televisão brasileira nos anos 1990 na escolinha do Professor Raimundo.
Conheço pessoas que têm tanto medo de parecer burras que que sorriem mesmo antes ao termino de uma piada, mesmo não compreendendo nada. Mas tal constrangimento é desnecessário: deixando de lado o medo de parecer idiotas, perderemos menos tempo fingindo e seremos mais felizes.
Quando superamos a necessidade de parecer inteligentes e deixamos de lado o medo de parecer idiotas, libertamos nosso potencial criativo e a nossa capacidade de conhecer novos aspectos da consciência. 
Quando temos coragem de colocar toda nossa mente focada em algo, parecemos tolos e distraídos do ponto de vista daqueles aspectos do mundo que optamos por ignorar completamente.
Um exemplo claro disso é dado pela história do grande cientista que caminha absorto pela rua, perto da sua Universidade, quando encontra um colega e param para conversar um minuto. Ao se despedirem, o cientista pergunta a seu colega:
“Diga-me, amigo, em que direção eu estava caminhando?”
“Você estava indo para lá”, aponta o outro.
“Ah, obrigado”, agradece o sábio distraído. Isso significa que eu já almocei.”
A expansão mística da consciência traz uma certa inocência idiota em relação à realidade externa. Talvez seja por isso que os sábios renunciam à agitação e a todas as formas de esperteza associadas com ela, e preferem optar por uma vida retirada. Quem deseja alcançar a consciência celestial deve abandonar a inteligência egoísta e assumir, em certos assuntos, a aparência de um abobado.
A astúcia impede o autoconhecimento. A milenar tradição chinesa conta que certa vez Confúcio procurou Lao-tzu, fundador da filosofia taoísta – e fez a ele uma complexa consulta sobre uma questão ritualística que considerava de grande importância. Desprezando a pergunta sofisticada, o mestre disse a Confúcio:
“Você precisa abandonar a sua esperteza e deixar de lado a espada da sua ambição. Os grandes sábios frequentemente parecem tolos e estúpidos. Aqueles que obtiveram o verdadeiro aprendizado não insistem em ostentar o seu conhecimento.”
Embora seja verdade que nem todo idiota alcança a iluminação, é certo que todo iluminado tem algo de idiota e parecerá um tolo desde mais de um ponto de vista.
O aprendiz da arte de viver deve romper os limites das chantagens do que é “politicamente correto” e deixar de lado os mecanismos da ignorância coletiva que buscam impor falsos consensos em função dos interesses desse ou daquele esquema de poder.
Mas, para fugir da idiotice coletiva organizada – com sua psicologia de rebanho que proíbe o indivíduo de pensar por si mesmo, é indispensável vencer o medo de que nos seja colocado o rótulo de ovelha negra, ou de idiota. Só assim poderemos viver com responsabilidade própria e independência pessoal.
A verdade eterna e a libertação desse sistema sujo, estão em nossas próprias mãos. Só dependem de nós. 
Mas insistimos em procurá-las nas coisas externas, nos exemplos de nossa sociedade corrompida, pedindo a outras pessoas, renunciando à autonomia da nossa caminhada.

Os sábios, como os idiotas, são íntegros. Eles não fingem que são inteligentes e não têm medo de errar. 

Tentam, erram e conhecem o sabor da derrota. Mas, quando acertam, são geniais. O idiota de hoje pode ser o sábio de amanhã, graças à experiência adquirida. Em compensação, aquele que não possui ânimo para tentar não tem chance alguma de aprender. É como diz o velho ditado: quem não arrisca não petisca.
Por isso devemos criar uma nova cultura em que seja permitido a cada um cair e levantar livremente. Porque somos todos apenas aprendizes. Erramos e aprendemos o tempo todo, e devemos estimular em cada ser humano a coragem de buscar, mesmo tropeçando. Banindo da nossa cultura o medo ao ridículo, cada um se permitirá um pouco mais de deselegância e autenticidade em sua maneira de viver e agir.

Incompetência de uns, ganância de outros e o nosso amém

É de espantar qualquer pessoa, a aparência caótica das grandes cidades brasileiras, um verdadeiro caos com seus espigões brotando desordenadamente e suas intermináveis periferias e favelas construídas ao “deus-dará”.

Antes de tudo quero reafirmar um princípio que cerca toda nossa atenção para com o tema: a habitação constitui-se direito humano básico. Afinal a Declaração Universal dos Direitos Humanos e nossa Constituição Federal, prevêem que todos têm direito a um padrão de vida adequado para sua saúde e bem-estar e de sua família, incluindo moradia. Sendo assim, considero um dever do Estado prover as condições para o pleno exercício desse direito fundamental.
Levando-se em conta que Barreiras sustenta imensa desigualdade social, com uma concentração de renda quase sem similares, devemos considerar que a uma enorme parcela da população não são dadas possibilidades de acesso ao mercado imobiliário.
Cada vez mais os trabalhadores, não conseguem atingir um nível de renda suficiente para adquirir ou construir um imóvel. Também é significativo o número de pessoas desempregadas ou jogadas no chamado mercado de trabalho informal, geralmente um eufemismo para subemprego ou mesmo para trabalho semi-escravo e degradante. Com isso é crescente também a demanda por habitação. Em Barreiras como um todo, para as faixas de população mais carentes, com baixa renda familiar, a demanda habitacional é superior a 20% de sua população (137.428 segundo o censo 2010).
A produção da imensa maioria das habitações ocupadas pelas faixas da população de baixa renda, até este momento, tem ocorrido através da iniciativa direta dos próprios usuários. Particularmente as famílias pobres e carentes, via de regra, têm acesso a moradias precárias através da produção espontânea (auto-ajuda ou ajuda – mútua), geralmente em áreas insalubres, ingrenes, através de ocupação.
Portanto, quando falamos em habitação popular estamos nos referindo a políticas e ações do poder público para assegurar a esse segmento acesso a moradias adequadas. Isso só pode se dar se não houver vinculação com a lógica do mercado que em geral ignora as necessidades dessa população excluída e também se o poder público oferecer financiamentos e subsídios.
Pesquisando o período da ditadura de Getúlio Vargas, já naquela época se construia casas “populares”, de má qualidade e que não levavam em consideração o tamanho das famílias, diga-se a verdade.
Incluímos ainda em nosso conceito de habitação popular o oferecimento de acesso aos serviços urbanos a essas pessoas de tal maneira a assegurar-lhes condições de vida saudáveis e dignas, transformando-os em verdadeiros cidadãos. Sem esse pressuposto, a moradia fica resumida à garantia de um teto para que essa população possa se reproduzir, mantendo, no entanto, as mesmas condições de exclusão e miséria em que se encontram.
Infelizmente a gestão municipal, “executivo e legislativo” não tem compromisso social, andam na contra mão da história. Foi aprovado no dia 19 de outubro de 2010, a lei n° 914/2010 que trata do parcelamento do uso do solo.
A referida lei altera os dispositivos da Lei Municipal nº 884/2009, de 29 de dezembro 2009 e 891/2010, de 08 de abril de 2010, e impõe futuro flagelo aos menos abonados.
Em seu artigo 1º, reduz as dimensões dos lotes de 360 m² para dimensões mínimas de até 60 m², com 05 metros mínimos de frente, sendo que 8% devem destinar-se a área verde e lazer.
Essa lei é totalmente preconceituosa, autoritária e segregacionista, uma vez que indica a quais localidades se aplicam.
Bairros mais pomposos e abastados ficaram de fora desse picadinho.
Em seu artigo 3º o texto autoriza o parcelamento dos lotes urbanos em 50% (cinquenta por cento) de sua área total, permanecendo com áreas nunca inferiores a 125 m², aplicável em todas as zonas de ocupação do solo da cidade, com exceção as localidades de Loteamento Morada Nobre, Vila Regina, Morada da Lua de Baixo, Renato Gonçalves, Jardim Imperial, Loteamento Aratu e Loteamento Bandeirante I.
A lei que interfere na vida de todos os cidadão foi discutida somente entre a Comissão de Planejamento da Câmara, representantes do setor imobiliário (especuladores), construção civil, técnicos da prefeitura e CREA.

Como se vê é lamentável e triste o ato de nossos políticos. Pior, só o nosso amém. Melhor seria oportunizar o convívio entre as diferentes classes sociais.

O poder público autoriza a favelização na cidade. Espero estar enganado, mas a médio e longo prazo Barreiras viverá o caos urbano dos grandes centros, fruto da ganância de uns e incompetência de outros.
Serão espigões ao alto, bairros nobres com serviços públicos de boa qualidade e grandes bolsões de miséria lá nos extremos rincões da cidade.
Reflitam.

Direito ao sonho

Causa-me espanto que algumas pessoas esperem que crianças se expressem “livremente”, sem que um clima anterior de discussão seja estabelecido. Sem que um repertório de leitura seja oferecido.

Mil dificuldades são usadas como argumento para justificar a falta de repertório e a precariedade de expressão das novas gerações no Brasil. As famílias estão cada vez mais pobres, o sistema escolar destroçado, os professores são mal preparados, mal remunerados, desmotivados para promover a leitura em seu mais amplo sentido.

Tudo isso é verdade. É verdade também que só com uma decidida vontade política esses problemas estruturais serão resolvidos. Acontece que, da mesma maneira que o baixo padrão aquisitivo não elimina a vontade de comer, também a ausência de estímulo oficial não impede a necessidade de sonhar, de falar, de comentar a realidade em que se vive.

O ideal seria que todas as famílias convivessem com livros e contassem histórias para suas crianças. O ideal seria também, que todas as manifestações artísticas fossem de fácil acesso à população e que essas fossem discutidas em seus lares. Conheço famílias cujos integrantes só conhecem na infância e na adolescência um único livro não escolar, “A Bíblia”, lida em sermões familiares, aberta a esmo em busca de conselhos nas horas mais difíceis.

Todas essas pessoas tornaram-se leitores no dia em que a vida lhes ofereceu esta oportunidade. Longe de mim querer discutir a importância religiosa ou literária da principal obra de referência da fé cristã. Não pretendo também abranger todo um universo de leitores a partir de casos específicos. Apenas arrisco uma hipótese, ressalvada qualquer pretensão: sendo a Bíblia – e, como ela, outros livros fundadores das grandes religiões, que a humanidade conhece, um grande elenco de histórias a respeito do sofrimento e dos limites da condição da condição humana, o fato de ela ser lida para crianças no seio da família e da comunidade religiosa, por si só, já estimula o gosto pela leitura. E mais, favorece a interpretação.

A principal vantagem de se aprender de pequeno, tudo que os mais velhos têm a ensinar sobre a beleza na vida e na arte, é que se cresce um adulto mais exigente. Esta é uma herança importante para se deixar aos filhos. Por que aceitar uma vida, além de dura, feia? Cidades destruídas pela ganância de uns e a incompetência de outros, escolas tediosas, serviços públicos de baixa qualidade, uma lista infindável de pequenos, médios e grandes desrespeitos ao cidadão? O adulto capaz de interpretar o que vê a sua volta e que considera o seu prazer e a beleza tão vitais como o seu direito à comida e à moradia, tem mais dificuldade de suportar este estado de coisa.

A insatisfação vem daí e é muito positiva. Da insatisfação surge o desejo de mudança, a esperança de mudar.

A família que forma um leitor, forma, também, alguém com mais chances de estar convencido do seu direito de usufruir do prazer da beleza. Não é pouca coisa.

Aqueles que se acostumam a aceitar passivamente tudo a sua volta, os que não têm acesso à fantasia, à interpretação, à esperança, correm um risco muito maior de se acomodarem e, o que é pior, serem destruídos. Estou convencido de que só se luta pelo que se conhece.

E pelo que se reconhece como direito seu. É difícil para alguém, que nunca teve direito a comida, diversão e arte, compreender a importância de lutar por essas coisas. A tendência das pessoas é garantir apenas o essencial à sobrevivência quando elas não tem uma memória de prazeres mais abstratos. O direito a sonhar parece supérfluo aqueles que não foram ensinados a lidar com a fantasia e o lúdico. Muito é triste um mundo em que tantos são privados desse prazer fundamental.

Se não fosse a esperança de, um dia, ver esta situação modificada, a vida se tornaria insuportável.

Não acredito que a leitura, no seu sentido mais amplo, seja uma garantia de felicidade ou de sucesso. É impossível para qualquer família, para qualquer adulto responsável por uma criança, ter controle sobre as circunstâncias do futuro. O que eleva e o que abate um ser humano em sua trajetória não é previsível, pertence a esfera do imponderável. Por este motivo, escrevi acima que a vida é muito dura, sempre, mas um ser humano, capaz de refletir o prazer e a beleza, terá mais chances de encontrá-los em seu caminho.

Publicado em outubro de 1999 em O Original – Informativo do Sindicato dos Trabalhadores em Editoras de Livros e Publicações Culturais do Estado de São Paulo